Resultados para “Usuario: Ophiussa"

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  1. #1 Ophiussa 24 de abr. 2007

    Biblioteca: ¿Cúando nace España como estado?

    Viva, Antes de mais, cumprimentos a todos. Espero que os todos os "Celtiberos" me compreendam apesar de escrever em português (os galegs terão pouca dificuldade, mas a Celtibéria é vasta e sei que nem todos os que falam castelhano têm facilidade em ler português). A minha resposta a esta interessante pergunta é um "sim" condicional. O Reino Visigótico é talvez a primeira encarnação do que podemos considerar a Espanha moderna; quanto mais não seja é óbvio que de um ponto de vista simbólico os Reis Visigóticos sempre foram utilizados como os percursores dos Reis de Espanha. É também o mesmo sentimento de concentração ibérica que move tanto os Reis Visigóticos como os Reis Católicos. Penso portanto que de um ponto de vista *simbólico* existem razões para os espanhóis - leia-se "povos que habitam o Estado moderno da Espanha" - verem no Reino Visigótico o seu mais directo antepassado. Já se escreveu algo sobre Portugal neste tópico. Antes de mais uma clarificação: *não* sou Iberista de forma alguma, nem vejo a exist~encia de Portugal como dependente da organização política dos restantos povos peninsulares. Civilização Ibérica? Sim, sempre! União Ibérica? Não, nunca! É um assunto que pode ser discutido, mas noto sempre da parte dos espanhóis - meus irmãos ibéricos pelo qual tenho todo o respeito, admiração e amizade - uma certa visão paternalista relativamente a Portugal, como se a sua existência tivesse que ser "explicada" de alguma forma. A existência do Reino de Portugal é uma realidade praticamente milenar, e creio que podemos ao menos concordar em que, para o bem ou para o mal, algo fez com que Portugal de uma forma ou outra não acompanhasse as tendências de concentração políticas da Ibéria. O que me leva a um pormenor interessante: da mesma forma que os espanhóis olham para os Reis Visigodos como parte de uma linhagem política de Espanha, curiosamente em Portugal o mesmo tratamento é dado aos Reis Suevos. Exactamente porque foram também eles dos primeiros a constituirem no Oeste Peninsular um Estado próprio e resistiram até onde poderam ao avanço Visgótico. Se os Lusitanos são os antepassados *mitológicos* dos portugueses, os Suevos são os seus antepassados *políticos*. Da mesma forma que se pode ler no Reino Visigótico uma primeira afirmação da concentração ibérica, também se pode ler no Reino Suevo a insistência em não fazer parte dela. Se todos somos "povos espanhóis" no sentido medieval do termo, já não o somos no sentido Renascentista do mesmo. A questão da relação dos povos germãnicos - essencialmente Visigodos e Suevos - com os hispano-romanos muito foi dito... é dificil analisar detalhes a esta distância histórica, mas algo é certo: se no início havia um distãnciamento nítido - aliás, perfeitamente justificável aquando da sua chegada com o estatudo de invasores minoritários que necessitavam de manter o seu poder (vejam a semelhança com o tratamento dos Normandos aos Saxões) - não demorou muito até que estes povos "bárbaros" mas bastante romanizados se integrassem de forma natural com os nativos. Não acredito que a esmagadora maioria de nós preferisse ser algo além de ibéricos: notem que estas teorias Nordicistas de suposta "superioridade" nórdica apenas existe há um século. Na altura dos Visigodos os povos germãnicos para lá do Limes precisaram eles próprios de se romanizarem. É preciso não confundir as reinterpretações históricas de génese anglo-saxónica recente com o passado histórico. Os prórpios Celtas foram chamados de "africanos" pelos teóricos Nórdicos, isto porque notaram que quanto mais "celta" era a zona mais morenas eram as pessoas(http://en.wikipedia.org/wiki/John_Beddoe)! É portanto um "conceito" novo e que pessoalmente apenas me dá vontade de rir. Somos todos Europeus, mas permito-me dizer que dificilmente enquanto ibéricos recebemos lições seja de quem for em questões deste tipo.

  2. #2 Ophiussa 27 de abr. 2007

    Biblioteca: La bandera de Galicia

    Ummm... sobre o dragão sera talvez interessante lembrar que faz parte das Armas de Portugal pelo menos desde o século XIV: "Aqui se encontra «a cidade de Braga, outrora capital sueva».Um «autor espanhol seiscentista atribui ao reino suevo, por armas, um dragão verde, com fundo branco. É um típico exemplo de heráldica fabulosa, ou seja, atribuída a uma entidade imaginária, ou real — mas anterior ao uso de brasões de armas,o qual se inicia no séc. XII. Este dragão — que pelo menos um autor português oitocentista atribui, ainda mais fabulosamente, como bandeira, aos... Lusitanos — derivará da figura com a qual, documentadissimamente, desde fins do séc XIV o Rei de Portugal encima o seu elmo: um dragão, ou serpe alada, de ouro, representado, com frequência, de verde, a partir dos fins do séc. XIV. " (http://www.tuvalkin.web.pt/terravista/guincho/1421/bandeira/pt!_sa.htm#dm). O dito dragão está presente como timbre,por cima do elmo. Supõe-se que seria originalmente verde, sendo com o tempo maioritariamente representado a ouro: http://pwp.netcabo.pt/users/200/0218254001/Terravista/DJoao1.gif http://ritualpalavras.blogs.sapo.pt/arquivo/BRASAO%20PORTUGUES.bmp http://www.ship.pt/imagens/topo_pbranco.gif http://pwp.netcabo.pt/users/200/0218254001/Terravista/D_AfonsoV.jpg http://www.novomilenio.inf.br/idioma/imagemp/200009r1.jpg De capas delivros do século XIV-XVI: http://purl.pt/12097/4/res-157-a_JPG/res-157-a_JPG_24-C-R0100/res-157-a_0009_rosto_p24-C-R0100.jpg http://purl.pt/12182/4/res-70-a_JPG/res-70-a_JPG_24-C-W0140/res-70-a_0477_rosto_t24-C-W0140.jpg É bom de ver que origem do dragão verde para o Reino Suevo é uma reconstrução tardia, não havendo tanto quanto sei certezas sobre as insígnias dos Reis Suevos anteriores à atribuição seiscentista... assim, tanto o brasão da Gallaecia como o do Reino de Portugal podem ter origens diferentes e mais recentes.

  3. #3 Ophiussa 27 de abr. 2007

    Biblioteca: La bandera de Galicia

    Desculpem a insistência, mas lembrei-me que ainda mais relevante são as Armas da cidade de Coimbra: Curiosamente a lenda da sua origem prende-se de facto com os povos bárbaros,Alanos e Suevos: "Ataces, rei dos Alanos, depois de destruir completamente a cidade de Conímbriga, decidiu fundar ou restaurar uma outra com o mesmo nome na margem direita do Mondego. Quando Ataces andava a dirigir a edificação dessa nova Coimbra, eis que subitamente surge o rei suevo Hermenerico com o seu exército, para dela se apoderar e se vingar de derrotas sofridas. O combate que se travou entre as duas facções foi de tal modo sangrento que as águas do Mondego se tingiram de vermelho. Hermenerico retirou-se para o Norte, mas Ataces foi em sua perseguição e o rei suevo viu-se forçado a pedir a paz. Para tanto, ofereceu ao vencedor a mão da princesa Cindazunda, sua filha. Como é de regra em tais casos, diz a lenda que Cindazunda era extremamente bela e que Ataces logo dela se enamorou. Vem o régio par de noivos a caminho de Coimbra, acompanhado de sogro e pai, e em breve se realizam os esponsais e bodas, com a magnificência devida. Para comemorar tão extraordinário acontecimento, Ataces concedeu à cidade de Coimbra o brasão que ainda hoje se mantém no fundamental. A donzela coroada é Cindazunda; a taça representa o seu casamento com Ataces; o leão é o timbre de Ataces; o dragão, o timbre de Hermenerico." O dragão é portanto o símbolo dos Suevos, e o Leão dos Alanos, De notar que esta lenda foi pela primeira vez escrita por volta de 1580-1615, isto é, antes da proposta da bandeira galega. Creio existir portanto alguma sustentação histórica para o uso do dragão e do leão para representar o Reino Suevo, e a proposta de 1669 parece ter raízes anteriores, de facto.

  4. #4 Ophiussa 28 de abr. 2007

    Biblioteca: La bandera de Galicia

    Exacto Brigantinus... apenas referi a lenda como "prova" de que os de Lugo não inventaram algo do nada, existia aparentemente uma base... Mas é como dissestes antes: tomar estas lendas como prova histórica é algo ingénuo. Isto apenas demonstra que na época a associação do dragão e leão a Suevos e Alanos existia, não que de facto na altura dos Suevosestes a utilizassem. É muito possívelmente algo apócrifo, que com o tempo foi ganhando algum estatudo semi-mitológico. Isto acontece aliás com boa parte das fontes hisotiográficas medevais e até do século XIX...ainda me lembro de ler um texto do século XVIII que garantia que o galaico-português era descendente directo da lingua dos druidas!

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