Resultados para “Usuario: francisco lemos"

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  1. #1 francisco lemos 13 de mar. 2007

    Biblioteca: O Balneário Pré-Romano de Braga

    Francisco Lemos: Sobre o significado do termo Bracara não me posso pronunciar porquanto a minha área da especialidade se limita à Arqueologia e não domino as questões relacionados com a origem dos nomes pré-romanos. Segundo alguns autores seria de origem celta (ver por exemplo L. Lújan Martínez no seu texto publicado na revista E-Keltoi). Desde 1976 temos realizado, anualmente, escavações em Bracara Augusta e nunca encontrámos vestígios de uma construção castreja. Quanto aos Bracari seriam o povo que habitava os vários castros da zona envolvente da futura Bracara Augusta. Esta terá sido fundada sobre um local onde se reuniam os habitantes dos povoados, para resolver questões de interesse comum, estabelecer alianças, derimir conflitos e eventualmente evocar deuses comuns. Na colina onde mais tarde foi erguida Bracara há elementos arqueológicos relevantes: a Fonte do Ìdolo poderá ter uma origem pré-romana, considerando os deuses aí representados, no contexto da fundação da urbe: Nabia Fortuna e Tongus Nabiagus; noutro local da cidade foram encontrados, embora em contexto secundário, uma cabeça de guerreiro e uma belíssima estátua sedente masculina; nas obras da Estação de Caminho de Ferro foi descoberto um dos banhos castrejos mais arcaicos, ligados ao culto das águas e a cerimónias iniciáticas (de guerreiros ou de passage em para a idade adulta). Nas escavações, no nível de abandono, não se encontraram materiais romanos. Estou, de momento, a preparar, para publicação, a monografia dos trabalhos arqueológicos aí realizados. Ao escolher a colina onde foi implantada Bracara, não só foi ponderado o valor estratégico do local, a meio das bacias do Cávado e do Ave, como também o seu valor simbólico para os habitantes dos castros dos Bracari. Alguns destes castros ficavam no vale do Ave, outros nos vales dos rios Este e Cávado. Quanto ao Museu de D. Diogo de Sousa, museu onde se guardam belíssimas colecções de material arqueológico inculindo o guerreiro de S. Julião, o capacete e os torques de Lanhoso, olaria da I e da II Idade do Ferro, etc, para só me referir à Proto-História, segundo as úlitmas notícias, abrirá ainda este ano. Pertenci à Comissão Instaladora do Museu, na década de 80 do século XX, e como costumo dizer à Imprensa de Braga, espero visitar o Museu antes de morrer. Mas parece que está para breve a abertura do Museu, segundo me disseram. Seria muito bom que no próximo Verão já fosse possível visitar o Museu, em complemento à visita dos Banhos da Gare Ferroviária e da Fonte do Ídolo (já postos em valor e abertos ao público). 13 de Março Francisco Lemos

  2. #2 francisco lemos 13 de mar. 2007

    Biblioteca: Pedras Formosas. Arquitectura antigua en la Callaecia

    Há efectivamente uma estrutura de banhos registada por Francisco Martins Sarmento em Sabroso, mas destruída antes do arqueólogo vimaranense a poder fotografar ou desenhar A primitiva Pedra Formosa não é de Sabroso mas sim de Briteiros. Esteve no Alto da Citânia, foi deslocada para uma quinta no vale do Ave, daqui foi para o adro da Igreja de S. Salvador. Adquirida por Martins Sarmento foi transportada novamente para a Citânia. Mais trade foi incorporada no Museu da Sociedade, encontrando-se actulamente exposta no Museu do Solar da Ponte (S. Salvador de Briteiros). Ou seja em Briteiros há pelo menos duas estruturas de banhos: uma a sudoeste, descoberta na década de 30, quando foi rasgada a Estrada Nacional e outra a nordeste, encontrada durante as obras da mesma estrada. Os banhos situados a sudoeste são os mais conhecidos, conservando-se a "Pedra Formosa" in situ. Quanto aos situados a Nordeste, mais destruídos, já Mário Cardozo e Armando Coelho avançaram com a hipótese desse ter sido o local da primeira e mais decorada Pedra Formosa do Noroeste Peninsular, que designaremos por Pedra Formosa 1. Recentemente, em Setembro de 2006, procedemos à limpeza das ruínas dos banhos nordeste de Briteiros e seu desenho à escala 1:20. Pode-se afirmar-se que posssuem a amplitude suficiente para sustentarem a primeira Pedra Formosa. Mas falta, talvez, às estruturas visiveis a qualidade arquitectónica expectável para uma peça da monumentalidade da Pedra Formosa I. Por isso, eu julgo que em Briteiros haveria três estruturas de banho, uma das quais ainda por descobrir e relacionada com a Pedra Formosa I. Aliás a Citânia tinha vinte e quatro hectares intra-muros e albergava alguns milhares de habitantes. Outra informação: a inscrição de Medamus Camali não fica junto à estrutura dos banhos sudoeste da Citânia, mas sim no pátio de uma das várias unidades habitacionais que estavam ligadas ao Camali. As unidades habitacionais dos diversos Camali são contíguas e ficam na plataforma superior da Citânia de Briteiros. Nesta área dos Camali regista-se uma expressiva concentração de elementos arquitectónicos decorados. Nos lintéis referidos nuns dos comentários as inscrições são latinas mas a decoração é pré-romana, como aliás já foi sublinhado por diversos autores. Na página inicial com as imagens 9 e 11 estão trocadas. A de Sardoura, tal como a de Braga não tem decoraração. Gostaria de acrescentar duas observações: julgo que os banhos tinham uma função iniciática, fosse de guerreiros, fosse de passagem da adoslência para a vida adulta. Reparem num dos elementos do balneário de Braga, no lado direito da entrada para o vestíbulo, no canto. Parece-me muito pouco provável que possam ser a adaptação dos banhos romanos que possuem uma tipologia muita distinta. Braga, 13 de Março, FL

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