Autor: Heitor Baptista Pato
domingo, 11 de noviembre de 2007
Sección: Roma y Grecia en Celtiberia
Información publicada por: HPato
Mostrado 7.618 veces.


Ir a los comentarios

Tesouro romano de 4.500 moedas descoberto em Vale do Mouro (Portugal)

Um tesouro romano do séc. IV d. C. com mais de 4500 moedas foi encontrado na "villa" romana do Vale do Mouro, Coriscada, no concelho de Mêda, distrito da Guarda (Portugal).

Um tesouro monetário romano dos inícios do séc. IV, constituído por 4.526 moedas de cobre e bronze, foi descoberto em Outubro de 2007 no sítio do Vale do Mouro, ou Gravato, na freguesia de Coriscada, Mêda (Guarda), em Portugal, onde desde 2001 têm vindo a decorrer escavações arqueológicas. Os sestérciso, guardados num saco de serapilheira e com a efígie do imperador Constantino, encontravam-se escondidos numa parede, juntamente com objectos de ferro (uma foice, uma picareta, argolas e chaves, cobertos por terra). De acordo com o arqueólogo responsável pelas escavações, António Sá Coixão, tratar-se-ia da casa de um ferreiro, que ali escondeu o tesouro aquando das invasões dos povos bárbaros. Trara-se do segundo grande tesouro monetário romano descoberto por este arqueólogo, que encontrara já um outro composto por 414 moedas, durante prospecções realizadas em Freixo de Numão, concelho de Vila Nova de Foz Côa. As anteriores escavações arqueológicas em Vale do Mouro/Gravato permitiram concluir pela existência de um "vicus" de assinaláveis dimensões. O seu nome provável seria "SANGOABONIA", a fazer fé na inscrição de uma ara votiva que se pensa ser proveniente deste local. Entre as diversas estruturas postas a descoberta contam-se mosaicos policromos - com "tesselæ" de 6/7cores e muito semelhantes aos de Conimbriga - nomeadamente com figurações humanas (entre elas a de Baco; ver foto em http://www.panoramio.com/photo/5796766), geométricas e florais, integradas numa zona de banhos. A área termal inclui hipocausto, caldarium, frigidarium, banheira, latrina e esgotos, fazendo parte de uma casa senhorial que teria uma entrada em arco (de que aparecerem aduelas) e incluía fornos, lareiras, a sala central e um corredor. A "villa", com ocupação entre a segunda metade do séc. III e a primeira metade do séc. IV d.C, abrangeria uma extensa área - caso raro no interior norte de Portugal - tendo sido ainda encontrados inúmeros fragmentos de "tegulæ", bem como pesos de tear, lagares de uvas e lagaretas. É provável que no local possa ter existido um templo paleocristão, como o parece indicar a inscrição "ELEUTERIO VOXOR F.C." (A mulher de Eleutério a mandou fazer). Segundo António Sá Coixão, é possível datar este nome do séc. V: "Isto prova que o local teria sido povoado mesmo no séc. V, já em período cristão, sendo a área onde aparecem cerâmicas e tégulas muito vasta, prolongando-se por terrenos ocupados por olivais e mato". Nas proximidades de Vale do Mouro/Gravato passava uma via romana que ligava Marialva (Civitas ARAVORUM) a Pinhel. Na campanha arqueológica de 2007 participaram cerca de 50 arqueólogos, técnicos e alunos de arqueologia de Universidades do Porto, Polónia, Sérvia, Jugoslávia, Itália e Espanha. As escavações no sítio do Vale do Mouro serão retomadas em Julho de 2008. A freguesia de Coriscada situa-se situada no extremo SE do município de Mêda, a cerca de 2,5 quilómetros da margem esquerda do rio Massueime, afluente do Rio Côa.

Escribe aquí el segundo bloque de texto de tu artículo

Más informacióen en: http:////www.panoramio.com/photo/5796766


No hay imágenes relacionadas.

Comentarios

Tijera Pulsa este icono si opinas que la información está fuera de lugar, no tiene rigor o es de nulo interés.
Tu único clic no la borarrá, pero contribuirá a que la sabiduría del grupo pueda funcionar correctamente.


    No hay más información.
    ...0

Si te registras como usuario, podrás añadir comentarios a este artículo.

Volver arriba